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	<title>Simone Cruz &#8211; Revista Tatuí</title>
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	<description>Revista de crítica de arte</description>
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	<title>Simone Cruz &#8211; Revista Tatuí</title>
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		<title>Uma questão de tempo</title>
		<link>http://www.revistatatui.com.br/edition_text/uma-questao-de-tempo/</link>
				<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 20:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tatuí]]></dc:creator>
		
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				<description><![CDATA[<p>No início, até que estava interessante. Todos queriam ver de que maneira Daniela Mattos iria interagir com os inúmeros objetos que, aparentemente desorganizados, abarrotavam a mesa à sua frente. Ela pega um batom, passa-o na boca e, num rompante neurastênico, ultrapassa as linhas dos lábios, esfregando o batom por quase todo o rosto. Depois, pega [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>No início, até que estava interessante. Todos queriam ver de que maneira Daniela Mattos iria interagir com os inúmeros objetos que, aparentemente desorganizados, abarrotavam a mesa à sua frente. Ela pega um batom, passa-o na boca e, num rompante neurastênico, ultrapassa as linhas dos lábios, esfregando o batom por quase todo o rosto. Depois, pega uma Polaroid e faz um auto-retrato. E assim vai: de batom em batom, de foto em foto, pegando um objeto aqui, outro ali, durante&#8230; uma hora e meia!!??</p>
<p>Aos quinze minutos de performance, ficou mais divertido observar a platéia. De curiosos e ansiosos, seus semblantes se transformaram em puro tédio. Dentro dos limites de cada um, os espectadores resistiram o quanto puderam &#8211; uns por educação, outros pela esperança de ver algo novo. Afinal, ela, a esperança, ainda é a última a morrer. Mas ela morre.</p>
<p>Os fotógrafos que faziam a cobertura do evento foram os primeiros a sair. Afinal, não havia muito a fotografar, visto a repetição das ações. Em seguida, os curiosos vindos da rua. Depois disso, a debandada foi geral, restando apenas poucos artistas, curadores e críticos. Entretanto, até esses terminaram desistindo. O pessoal preferiu assistir aos vídeos, projetados em telão na sala ao lado, e aproveitar o coquetel de lançamento do SPA das Artes.</p>
<p>A questão aqui não é só o longo período de duração da performance. Pois há trabalhos artísticos nos quais o tempo é fator determinante e influi diretamente no resultado. Não é este o caso. O tempo em nada acrescenta. Muito pelo contrário, ele rouba do trabalho sua potencialidade em se tornar algo significativo e o dilui. Sem falar da maneira extremamente caricatural que Daniela escolheu para expressar a neurose, a ansiedade e o isolamento do indivíduo que vive nas grandes cidades.</p>
<p>Ok. Sei que muitos irão erguer a bandeira de que “o mais importante é se o trabalho tem fundamentação teórica”. Sei também que deve haver muitos curadores querendo escrever um texto legitimando cada segundo gasto na performance. E até há quem levante a questão: “você sabe de quem ela é namorada?”, como se a relação pessoal e íntima que travamos com outros artistas fosse garantia de um trabalho bem realizado.</p>
<p>Certamente, há uma fundamentação teórica. Bom, pelo menos assim espero. A questão, contudo, que quero levantar é que nem sempre uma obra artística bem realizada no campo teórico consegue repetir o mesmo desempenho na prática. É quando a concepção é boa, mas o resultado plástico não. Pois é. Acontece. Para evitar que uma oportunidade de mostrar seu trabalho seja desperdiçada, o artista – falo aqui de maneira geral – deve ter mais paciência e não se contentar com a primeira idéia que surge em sua mente ao dar plasticidade à sua obra. Veja bem, não estou afirmando que foi o que aconteceu com Daniela. Mas, em todo caso, sugiro à artista – com todo respeito – que, se for repetir a performance, gaste mais tempo com o tempo.</p>
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		<title>É disso que eu gosto!</title>
		<link>http://www.revistatatui.com.br/edition_text/e-disso-que-eu-gosto/</link>
				<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 20:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tatuí]]></dc:creator>
		
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				<description><![CDATA[<p>Peraí, deixem-me pensar. Hum&#8230; tem aquele trabalho de&#8230; não. Definitivamente, não. Ah, mas, aquele outro trabalho dele eu gostei, sim! Pois é. A proposta é falar de uma obra da qual eu goste. E é claro que gosto de muitas. Mas, a questão é: do que eu gosto? Poderia fazer uma lista com os títulos [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Peraí, deixem-me pensar. Hum&#8230; tem aquele trabalho de&#8230; não. Definitivamente, não. Ah, mas, aquele outro trabalho dele eu gostei, sim! Pois é. A proposta é falar de uma obra da qual eu goste. E é claro que gosto de muitas. Mas, a questão é: do que eu gosto?</p>
<p>Poderia fazer uma lista com os títulos de vários trabalhos artísticos que aprecio — e matar, assim, a curiosidade de muita gente — mas, prefiro deixar claro (de maneira resumida e respeitando o espaço que me é oferecido) o que de fato gosto e o que não gosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>NÃO GOSTO:</p>
<p>&#8211; de artistas que pensam que podem fazer qualquer coisa, de qualquer jeito, e ainda por cima, de última hora.</p>
<p>&#8211; de artistas que, ao receberem prêmios para desenvolverem projetos artísticos,  acreditam terem finalmente tirado o pé da lama e usam o dinheiro para viajar (ou qualquer outra coisa) em detrimento do desenvolvimento do projeto.</p>
<p>&#8211; de artistas que não cumprem prazos por não terem uma postura responsável, profissional e respeitadora.</p>
<p>&#8211; de obras ruins que são conseqüências das atitudes citadas acima.</p>
<p>&#8211; da postura politicamente correta adotada – quase que unanimamente – por artistas, amigos de artistas, curadores, críticos e público em geral que se negam a levantar questionamentos sobre obras visivelmente ruins e pior: ainda insistem em defender artistas que adotam as atitudes citadas acima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>GOSTO:</p>
<p>&#8211; de trabalhos que demonstrem que o artista se debruçou (aprofundando-se) sobre as questões que deram origem às obras.</p>
<p>&#8211; de obras que falem por elas mesmas, através de sua plasticidade, e que independam de um discurso pirotécnico feito por curadores ansiosos por justificarem mais seus empregos do que suas escolhas curatoriais.</p>
<p>&#8211; de todos aqueles que têm coragem e ousadia de assumirem seus posicionamentos críticos, mesmo sabendo que irão desagradar a muitos (incluindo aí: amigos, pessoas que podem lhe favorecer em alguma coisa, políticos, etc.).</p>
<p>&#8211; de artistas que vêem na crítica negativa (quando bem fundamentada) um motivo para reflexão sobre suas atitudes e escolhas artísticas.</p>
<p>&#8211; de críticos que se preocupam em levantar questionamentos, contribuindo assim para o fomento do debate sobre o mundo da arte e que não receiam, com isso, perderem os tão almejados convites para escreverem textos que, de tão apologéticos, cuidam apenas de legitimar o artista sem questioná-lo.</p>
<p>Pois é. Como acredito que já tem gente demais fazendo o papel politicamente correto de justificar trabalhos e artistas, buscando sentidos em obras muitas vezes naturalmente sem sentido, prefiro agarrar com toda a força e coragem o papel de ser o limãozinho nessa salada de frutas que é o mundo da arte contemporânea. Vou ficar devendo a lista&#8230;</p>
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