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	<title>Flavia Vivacqua &#8211; Revista Tatuí</title>
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	<description>Revista de crítica de arte</description>
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	<title>Flavia Vivacqua &#8211; Revista Tatuí</title>
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		<title>Novas organizações e cultura</title>
		<link>http://www.revistatatui.com.br/edition_text/novas-organizacoes-e-cultura/</link>
				<pubDate>Wed, 29 May 2019 19:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tatuí]]></dc:creator>
		
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				<description><![CDATA[<p>A Força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável (&#8230;), o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa! Mahatma Gandhi &#160; A liberdade existe em momentos delicados e se localiza bem próxima da fronteira. As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada. [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: right;"><em>A Força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável (&#8230;), </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa! </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">Mahatma Gandhi</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A liberdade existe em momentos delicados e se localiza bem próxima da fronteira.</p>
<p>As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada.</p>
<p>Na indústria, vende-semais porque é de plástico, ou é de plástico porque vende mais? Os consumidores são indivíduos não-organizados que tomam, em suas escolhas de compra, a escala da multidão. Nós, ainda que sob massificada tentativa de determinação de nossos desejos por parte da indústria e da publicidade; de nossa possível imaturidade diante da necessidade afetiva de pertencimento; ainda assim, temos o privilégio de fazer escolhas e tudo parece necessitar ser sacrificado pela atenção consciente.</p>
<p>Por serem diferentes dos espetáculos teatrais, do cinema e da música, as artes visuais e, dentro deste campo, as artes experimentais e as artes públicas, tornam-se, por suas qualidades relacionais,“ponta de lança” do sistema cultural, das diretrizes e ações públicas de desenvolvimento social. Também sob essa ótica, escolhas que estariam em uma escala do individuo, ou do grupo e seu micro cotidiano, tornam-se escolhas coletivas, escolhas sociais.</p>
<p>Presenciamos a todo instante o perigo eminente da forma amornada, das propostas inseridas no sistema instituídos em posicionamentos críticos e tensionadores, na busca por estar em relação de manutenção de mão dupla com ele…Como reconhecer o ponto em que simplesmente reproduzimos o que não nos serve mais? Como pode ser uma relação fronteiriça de negociação diferenciada com as instâncias de poder? E como podem os que trabalham em posições de poder estabelecer tomadas de decisão, governança e empoderamento de forma diferenciada? Quais os valores e princípios fundamentais? Quais as diretrizes e indicadores que nos guiam? Qual o sentido que estamos construindo?</p>
<p>Nas práticas e negociação pessoal, o que vem atrás recebe esse mesmo ponto, ou padrão, que se torna dado de referência ou parâmetro pré-estabelecido. Faz-se necessário perder a ingenuidade ou qualquer tipo de mitificação e tabu nas negociações, sobretudo nos acordos jurídicos e econômicos.</p>
<p>No entrelaçamento das práticas artísticas e culturais da sociedade, na lógica das redes, pelas novas organizações e economia criativa, encontramos alguns exemplos de práticas<em>(cultura livre; democratização do conhecimento e livre circulação; intervenções e ações diretas; happenings e arte relacional; manifestações públicas e midiáticas; práticas pacifistas e desobediência civil não violenta; entre outros</em>) que pressionam transformações para outras tomadas de decisões das instâncias de poder, ao imprimir novos valores e ética no trabalho e suas relações <em>(como nas manifestações frente às sit</em><em>uações jurídicas e econômicas das atuais leis de isenção fiscal, direito autoral e propriedade intelectual)</em>. Dessa forma, todas as escolhas no âmbito do trabalho –desde a escala individual –serão sempre, para o sistema, escolhas coletivas.</p>
<p>Vivemos em uma sociedade pautada nos processos de Troca e Partilha, buscando aprender práticas de C<em>ompartilhar</em><strong> e </strong><em>Colaborar</em>–detalhes do COMO–geradoras de novo processo cultural para essa sociedade.</p>
<p>Já é possível perceber que se apropriar singularmente, ou grupalmente, dos meios de produção e difusão, importante prática dos artistas e agrupamentos independentes, dinamizados pelo uso das atuais tecnologias, não basta para o fortalecimento das novas organizações em rede como possibilidade de reorganização social. Pois, ou são efêmeras e pontuais, ou são facilmente absorvidas pelo sistema vigente, necessitado de <em>novidades geracionais </em>para se manter. Desse modo, as <em>dinâmicas coletivas </em>que imprimem novas éticas e valores<strong>;</strong> o <em>ambiente compartilhado e estruturado </em>de maneira a gerar menos desperdício e ampliação das possibilidades de relações, como lentes que nos amplificam a visão; e, principalmente, a <em>continuidade dos processos, </em>são eixos fundantes na transição para uma sociedade colaborativa.</p>
<p>Porém, são justamente as novas organizações em rede, capazes de experimentar – criando e praticando conceitos diferenciados como autogestão –,compartilhar e colaborar em escala macro (ex.:<a href="http://www.indymedia.org">www.indymedia.org</a> – 1999 e<a href="http://www.wikipedia.org">www.wikipedia.org</a> &#8211; 2001) ou comunitária (ex.: <a href="http://gen.ecovillage.org">http://gen.ecovillage.org</a>– 1993), que estabelecem novos meios produtivos, circuitos e conhecimento livre.O fundamental na construção cultural é que essas organizações são exemplos para novos procedimentos e valores nas tomadas de decisões, governança, empoderamento, comunicação e resoluções de conflitos, sendo propositivos em soluções e sobresaindo-se ao <em>statusquo</em> claramente insuficiente e ineficiente hoje, porque destrutivo e com alto nível de desperdício.</p>
<p>Na organização comunitária, se o foco do investimento de energia produtiva (produtor + processo + produção) e das outras partes da economia, for direcionada em sua maioria para o interior da rede social colaborativa, de forma a nutri-la mais, do que ao ponto de maior externalidade, a boa tendência é o fortalecimento e a possibilidade da comunidade estar em manutenção continuada e crescente de sua funcionalidade sistêmica; o contrário, tende a gerar desperdício sistêmico. Para tanto, se torna necessário atuar no cinturão da resistência e para além dele, saindo da zona de conforto e dos padrões estabelecidos sobre códigos e necessidades que já não nos pertencem, para que haja construção efetiva de outro modo de existir.</p>
<p>Nesse momento, o redesenho organizacional, econômico e relacional, integrados…talvez seja o caminho político-cultural mais seguro para uma comunidade em rede fundada na lógica da autogestão, do compartilhamento, da colaboração, da dinamização da economia local, do fortalecimento das novas estruturas organizacionais e de uma nova ecologia do sistema.</p>
<p><u> </u></p>
<p>Política? São as escolhas coletivas de cada um, que estabelecem acordos, fronteiras, modos de viver, de relacionar-se e de construir o conhecimento comum. É o desafio e responsabilidade de todos que escolhem viver em sociedade e, dessa forma, necessita ser encarada como construção cotidiana, inteligente, criativa ,saudável e prazerosa, porque justa.</p>
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