<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Claudia Washington &#8211; Revista Tatuí</title>
	<atom:link href="http://www.revistatatui.com.br/colaboradores/claudia-washington/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.revistatatui.com.br</link>
	<description>Revista de crítica de arte</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Jul 2019 13:29:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.2.20</generator>

<image>
	<url>http://www.revistatatui.com.br/wp/wp-content/uploads/2019/01/cropped-tatui-favicon-32x32.png</url>
	<title>Claudia Washington &#8211; Revista Tatuí</title>
	<link>http://www.revistatatui.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Rock and Roll ou a Mecânica dos Solos</title>
		<link>http://www.revistatatui.com.br/edition_text/rock-and-roll-ou-a-mecanica-dos-solos/</link>
				<pubDate>Wed, 29 May 2019 19:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tatuí]]></dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistatatui.com.br/wp/?post_type=edition_text&#038;p=292</guid>
				<description><![CDATA[<p>Em passagem por uma das rotas alternativas de acesso entre os municípios paranaenses de Campo Magro e Ponta Grossa, nos deparamos com o recorte de um morro bem à margem da estrada. Tratava-se de uma considerável cratera, com paredão ao fundo, em cujo cume alguns pinus lutavam contra a gravidade. O tom ocre/pele contrastava com [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br/edition_text/rock-and-roll-ou-a-mecanica-dos-solos/">Rock and Roll ou a Mecânica dos Solos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br">Revista Tatuí</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Em passagem por uma das rotas alternativas de acesso entre os municípios paranaenses de Campo Magro e Ponta Grossa, nos deparamos com o recorte de um morro bem à margem da estrada. Tratava-se de uma considerável cratera, com paredão ao fundo, em cujo cume alguns pinus lutavam contra a gravidade. O tom ocre/pele contrastava com a hegemônica área de plantio comercial. Ali, havia ainda uma breve e abandonada estrada que imaginamos ter duplo propósito: o da extração e contenção de terra.</p>
<p>Trata-se de um lugar constituído pelo recorte e esvaziamento do espaço. As rochas, terra e argila dali retiradas são usadas para propiciar caminhos e gerar espaços de trânsito – processo implícito à construção de estradas. Ação negativa que dá origem a encontros. Transposição da paisagem como fluxo e constituição de laços, nós, redes.</p>
<p>O morro é potencialmente uma estrada, do mesmo modo que um poço de petróleo é potencialmente uma frota de carros e caminhões em movimento.</p>
<p>Experimentamos a dimensão de &#8220;estar&#8221; em deslocamento naquele espaço por meios diferentes: caminhando por e avistando a amplitude do lugar em relação ao outro. Tratamos da realidade material, dos símbolos e dos códigos das situações, imaginando que o encontro com o morro/estrada se dá:</p>
<p>1. Para aquele que caminha através do solo argiloso, considerando cheiros, umidade, temperatura, texturas, cores, esforço, equilíbrio, deslocamento, desvio&#8230;;</p>
<p>2. Para aquele que presencia – mas permanece à margem –, olha/fotografa e se detém no que caminha e por onde caminha, através de uma atitude especular;</p>
<p>3. Para aqueles que encontram índices da situação (você, agora, por exemplo);</p>
<p>4. Para o destruidor/criador do morro/estrada, que deixa sua obra.</p>
<p>Sobre aquele que caminha: está no recorte. Sua pele e roupa diluem-se na paisagem, são quase camuflagem. Corpo/imagem com movimento determinado.</p>
<p>Sobre aquele que especula à margem: respira e observa. Tranca a respiração e fotografa. Repete a operação. Às vezes, aquilo que é se confunde com aquele que observa.</p>
<p>Sobre você:<br />
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________</p>
<p>Sobre aquele que destruiu/criou: imaginamos que ele não nos imagina agora. Mas por seus atos as pedras rolam&#8230;</p>
<p>Sobre o <em>rock and roll</em>: transitamos habitualmente por construções, caminhos estabelecidos, códigos confirmados. Por exemplo: uma estrada; a beira de um lago artificial; uma cratera. Rochas se deslocam de um lugar a outro pela força da gravidade, auxiliadas pela erosão. Quase sempre, não temos controle sobre o seu deslocamento e, nesse traço – percurso entre o lugar original e a próxima parada – encontramos potencial criativo, além da possibilidade de estarmos em outro espaço/tempo que não dominamos.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br/edition_text/rock-and-roll-ou-a-mecanica-dos-solos/">Rock and Roll ou a Mecânica dos Solos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br">Revista Tatuí</a>.</p>
]]></content:encoded>
										</item>
	</channel>
</rss>
