<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Artur Barrio &#8211; Revista Tatuí</title>
	<atom:link href="http://www.revistatatui.com.br/colaboradores/artur-barrio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.revistatatui.com.br</link>
	<description>Revista de crítica de arte</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Jul 2019 13:29:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.2.21</generator>

<image>
	<url>http://www.revistatatui.com.br/wp/wp-content/uploads/2019/01/cropped-tatui-favicon-32x32.png</url>
	<title>Artur Barrio &#8211; Revista Tatuí</title>
	<link>http://www.revistatatui.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Que relações você percebe entre arte e coerência?</title>
		<link>http://www.revistatatui.com.br/edition_text/que-relacoes-voce-percebe-entre-arte-e-coerencia-3/</link>
				<pubDate>Tue, 16 Apr 2019 21:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tatuí]]></dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistatatui.com.br/wp/?post_type=edition_text&#038;p=247</guid>
				<description><![CDATA[<p>R. A CERTEZA de que o trabalho, passado o estágio mental/reflexivo não depende mais do processo físico/criativo, e é dado como terminado no tocante à minha participação&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. Artur Barrio [Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2008] &#160; Os pensamentos que seguem são trechos extraídos de uma troca espontânea e calorosa de e-mails, ocorrida em [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br/edition_text/que-relacoes-voce-percebe-entre-arte-e-coerencia-3/">Que relações você percebe entre arte e coerência?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br">Revista Tatuí</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: right;">R. A CERTEZA de que o trabalho,<br />
passado o estágio mental/reflexivo não depende<br />
mais do processo físico/criativo, e é dado como terminado<br />
no tocante à minha participação&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">Artur Barrio<br />
[Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2008]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Os pensamentos que seguem são trechos extraídos de uma troca espontânea e calorosa de e-mails, ocorrida em setembro de 2008.</strong></p>
<p><strong>CLARISSA DINIZ.</strong> Essa sua posição de &#8220;lavar as mãos&#8221; diante da interpretação/recepção de seus trabalhos faz ver uma concepção de ‘coerência’ que, em última instância, seria domínio do olhar alheio, e não nosso.</p>
<p><strong>ARTUR BARRIO.</strong> Pitagoricamente, diria que o espectador faz a obra, já que o centro é determinante e suscetível à crítica do entorno ao contrário do não situar-se desse ou desses mesmos espectadores em relação às &#8220;Situações&#8221;. Daí o surgimento de que &#8220;o espectador não faz a obra&#8221;.</p>
<p><strong>CLARISSA.</strong> Tem uma idéia de que gosto muito, e que diz que &#8220;é preciso ser dependente para ser autônomo&#8221; (Edgar Morin). É uma concepção de grande complexidade, e faz com que fujamos do duopólio obra-espectador que normalmente ainda nos guia. Você, a meu ver, faz isso em seu comentário anterior ao analisar simultaneamente o espectador como capaz e incapaz de fazer a obra.</p>
<p><strong>BARRIO.</strong> A minha relação é com a Arte, com o momento da criação e conseqüente ruptura dos limites inerentes a esse momento,&#8230;&#8230;.no que toca à questão espectador/entorno é algo que não me interessa, o que não quer dizer que já não tenha sido do meu interesse em situações anteriores.</p>
<p>Quanto a Edgar Morin, de que &#8220;é preciso ser dependente para ser autônomo&#8221;, estou de acordo, mas dentro de um estágio de tempo limitado aos processos iniciais, diria que em nossa condição isso é extremamente evidente sendo que essa autonomia encontra a sua maior força no gesto artístico que por si só é político, mas não determinante ou determinador de uma Arte política, mas simplesmente Arte, que por si só é política/etc., ou está a ser ou já foi criado, um novo &#8220;ismo&#8221;? Um modelo/forma de fazer Arte política? Uma &#8220;outra arte acadêmica&#8221;? A verdadeira Arte sempre foi política; ou o &#8220;homem&#8221; não é um animal político?</p>
<p><strong>CLARISSA.</strong> Me intriga ouvir de tantos que sua arte agora são suas viagens, seus mergulhos. É?</p>
<p><strong>BARRIO.</strong> Sim a humanidade inventou tudo, inclusive a política. Não pensei na humanidade, mas somente numa ínfima partícula que é o artista que sou e produziu o que produziu,&#8230;&#8230;&#8230;!<br />
Quanto à humanidade, apesar de acreditar profundamente no ser humano, penso que o número dos mesmos não pára de aumentar nesse delírio/carnal/explosivo/demográfico&#8230;&#8230;<br />
&#8230;&#8230;&#8230;.somos nove bilhões. Os problemas de base dessa mesma humanidade continuam a ser sempre os mesmos&#8230;.<br />
&#8230;.,há progressos, sim, mas quantos retrocessos!<br />
É difícil sair da caverna, a luz elétrica foi inventada há tão pouco tempo, a metralhadora primeiro que a máquina de escrever, etc. Além do efeito-elástico em relação à Idade Média.<br />
Não sou otimista.<br />
A minha arte, hoje, não é os mergulhos submarinos ou a navegação, continuo isso sim os associando, em alguns poucos casos, ao meu trabalho. A minha idéia era e ainda é que a partir dessas experiências possa tirar algo que acrescente e dê outro rumo ao meu trabalho, o que espero que aconteça.<br />
Em 15 de Maio de 2009 inaugurarei uma mostra na parte subterrânea do M.A.C. de<br />
Serralves/Porto/Portugal,&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.intitulada ADEUS PORTUGAL.<br />
&#8230;..gostaria de apresentar um trabalho que tivesse uma relação forte com essa fusão de experiências e não registros disso ou daquilo,&#8230;tenho algumas idéias, tentarei e caso não o consiga, o trabalho voltará a ser o que sempre foi nestes últimos anos o que para mim transformou-se em algo imbuído de uma<br />
certa monotonia devido ao uso dos mesmos materiais, abrir buracos/escarificações nas paredes, etc. /Veremos.</p>
<p><strong>CLARISSA.</strong> Gosto de ver sua idéia de que a repetição de procedimento criativo deixa a produção monótona. É essa uma das discussões que estamos levantando na revista Tatuí sobre coerência. Interessa-nos muito pensar como é que os artistas lidam com a repetição (que pode ser vista por uma perspectiva essencialista) e com o método na arte. Identificamos muita produção que se assemelha a um passo-a-passo extremamente metódico e metodológico e, diante de uma concepção mais visceral/catártica/expressiva da arte, tais concepções são um grande ruído. É isso que nos atrai na discussão&#8230;.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br/edition_text/que-relacoes-voce-percebe-entre-arte-e-coerencia-3/">Que relações você percebe entre arte e coerência?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://www.revistatatui.com.br">Revista Tatuí</a>.</p>
]]></content:encoded>
										</item>
	</channel>
</rss>
