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	<title>Alê Carvalho &#8211; Revista Tatuí</title>
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	<description>Revista de crítica de arte</description>
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		<title>Balançamdores</title>
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				<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 21:00:41 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>E no meio da praça&#8230; Um artista pôs um balanço, um balanço&#8230; Foi posto pelo artista no meio da praça&#8230; O balanço mudou o dia; e o balanço mesmo se modificou&#8230; E balançou para frente e para trás a dor&#8230; A dor então esvaneceu-se por um instante&#8230; Solto no alto, o ar adocicou pelo vento [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>E no meio da praça&#8230; Um artista pôs um balanço, um balanço&#8230; Foi posto pelo artista no meio da praça&#8230; O balanço mudou o dia; e o balanço mesmo se modificou&#8230; E balançou para frente e para trás a dor&#8230; A dor então esvaneceu-se por um instante&#8230; Solto no alto, o ar adocicou pelo vento batendo na face, apaziguando a dor. E o balanço já não era agora só balanço&#8230; Tornou-se “balançadores.”</p>
<p>Balançadores&#8230; Metros de corda, pedaços de pau cobertos de tinta e palavras, palavra e poesia escritas outrora por Manuel Bandeira, que se atualizam no agora, poesia de amor e rima&#8230;. A rima que fala&#8230; E fala de dor&#8230; No centro pulsando e as pessoas passando, todas elas, fora delas, todas elas esquecidas. O rosto é tão estranho&#8230; De um, de outro, de todos, na curiosidade de olhar para aquele balanço. A brincadeira de infante, dada como presente ao adulto maltratado, pelos dias de tantos anos balançou&#8230; E balançou&#8230; Foi lá no alto, esquecendo nem que brevemente sua dor&#8230; Porque esta sempre volta para o presente como o peso do corpo por sobre o pé que pisa o chão.</p>
<p>E assim, para frente e para trás, o homem quis ser menino novamente; a mulher que sofre, aquela que é de todos e de nenhum, dos que passam esquecidos, pública e invadida na vida difícil, sorriu&#8230; Sorriu na ausência de seus dentes&#8230; Esperou e perguntou pelo tempo que teria para embalar a sua dor. Levantou as pernas, deu o impulso, subiu&#8230; E o ventre corrompido esfriou na descida do balançador e ela sentiu-se de novo ela, toda ela de novo, pessoa que é&#8230; Coisa humana&#8230; Com um pouco menos de dor, por um breve instante sentada, divertida num balanço que era um gesto de arte, carregando a mulher para lá e para cá no que agora era muito mais um gesto de amor; o amor balançado no galho da árvore, da árvore onde se balança a dor, brincado no balançador&#8230; E tudo termina e começa assim&#8230; No meio da praça&#8230; Onde um artista pôs um balanço, em um balanço&#8230; Que foi posto pelo artista no meio da praça&#8230;</p>
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